sábado, 25 de junho de 2011

TEXTO 8 - reconhecimento

Reconhecimento


"Obrigado pela atenção", disse ele com um sorriso largo, que deixava à mostra as falhas nos dentes. Retribuí o sorriso e continuei meu caminho. Como aquele velho dono da banca de flores podia ser tão alegre? Tudo que eu fazia era parar e olhar as flores, na minha pressa a caminho do trabalho. Há mais de um ano eu passava pela banca e nunca comprara uma única flor. Porém, todo dia eu recebia aquele mesmo sorriso alegre e simples agradecimento.

No dia seguinte, decidi que finalmente compraria um buquê de cravos para a minha mesa. Eu queria ver como ele me trataria depois da compra. "Obrigado pela atenção" foi seu único comentário, além do sorriso largo que deixava à mostra as falhas nos dentes. Não resisti e lhe perguntei: "Por que agradece minha atenção todo dia se nunca compro nada?" Ele me olhou e disse: "Todos que param e admiram minhas flores me deixam feliz pelo trabalho que faço. Tento trazer alguma alegria a este mundo tão agitado e quando alguém para para olhar, sinto que fiz um bom trabalho".
"Agradeço a sua presença aqui" foi minha resposta sorridente enquanto saía com pressa para o trabalho.

Educar-se para o sentimento de gratidão significa dar o devido valor a tudo, sempre buscar e valorizar a bondade que se encontra por trás da ação. Tudo que é feito por você merece a devida atenção. Tudo origina-se na disposição para o bem que é direcionado a você. Nunca adie a palavra nem a ação que expressem gratidão.

Albert Schweitzer - 1875-1965 filósofo, médico, ganhador do Prêmio Nobel da Paz



sexta-feira, 24 de junho de 2011

TEXTO 7 / VÍDEO - respeito

Respeito


A história era a mesma toda semana. Nós dois saltávamos do carro e corríamos para abraçar a vovó antes de ela nos convidar a entrar na casa, onde biscoitos frescos nos aguardavam. Meu avô ficava sempre no estúdio, esperando que fôssemos vê-lo. Quando entrávamos, era pura magia. Sentávamos ali durante horas, ouvindo suas histórias, enquanto vovó nos trazia biscoitos e leite até não conseguirmos comer mais nada. Ele falava principalmente sobre a guerra. Histórias incríveis de bravura, coragem, nobreza e dignidade. Falava dos homens a quem não via há mais de 40 anos, homens que ele reconheceria se os visse naquele momento, homens a quem ele ainda podia chamar de irmãos. Ele sempre olhava bem nos olhos do meu irmão, Dave, e lhe dizia que ele tinha o coração igual ao daqueles homens. Punha a mão na minha cabeça e explicava a força que minha avó lhe dera naqueles tempos difíceis e quanta força que eu dava aos outros da mesma forma. O amor é poderoso, ele dizia. E tinha razão.

Todo ano, no 4 de julho, ficávamos em pé do lado de fora da casa enquanto ele içava a bandeira. Ele sempre tirava o chapéu e o entregava a Dave que o segurava de encontro ao coração, como aprendera. Juntos, olhávamos a bandeira, lembrávamos das histórias e analisávamos o significado de tudo aquilo. Observar seu rosto enquanto ele desfraldava a bandeira é algo que nunca esquecerei. Bastava a lágrima solitária em sua face enquanto as lembranças vinham com toda força para me fazer chorar. Ele viu uma causa justa e arriscou a vida para lutar por aquela causa. Esse sacrifício me ensinou uma das maiores lições que já aprendi. Respeite-se, respeite o próximo e, acima de tudo, respeite aquilo em que você acredita.

NÃO FAÇA AOS OUTROS AQUILO QUE VOCÊ NÃO QUER QUE FAÇAM A VOCÊ!


TEXTO 6 / VÍDEO - bondade e compaixão

Bondade e compaixão


"Quer conversar?", ele indagou quando sentou-se ao meu lado. Acho que ele já sabia a resposta à pergunta e não se surpreendeu quando optei por não responder. Sentamos lado a lado durante horas, fitando o mar, enquanto os nossos pensamentos voavam ao sabor da brisa. De vez em quando, ele me olhava e sorria de um modo que me dava a certeza de que tudo ficaria bem. De vez em quando, eu o olhava e nada via além de sinceridade.

Se me perguntassem agora por que eu estava triste e sentindo-me só naquele dia, não saberia responder. Tudo que me lembro é da mão do meu pai no meu ombro, seu sorriso suave e o conforto inabalável que afastava os meus medos. Não importava o que acontecesse, eu sabia que ele estaria ao meu lado exatamente como esteve na época. Duas horas do seu tempo me ajudaram a amadurecer quase instantaneamente apesar da minha pouca idade, e a lembrança dessa compaixão é uma das poucas que nunca se apagará.

Ser bondoso para com todos que cruzam seu caminho é lutar uma grande batalha.

Philo - 20-50 filósofo, escritor

(Texto publicado em http://www.umavidamelhor.org/)


TEXTO 5 / VÍDEO - amizade

A Amizade é...

A Amizade é
O mais nobre dos sentimentos
Cresce à sombra do Desinteresse,
Nutre-se brindando-se e floresce
a cada dia com a Compreensão.

Seu lugar está junto ao amor
Porque ela é também amor.
Somente os honestos podem
ter amigos, porque à amizade,
o mais leve dos cálculos a fere.
Como é um bem reservado aos
eleitos, é o sentimento mais
incompreendido e o pior interpretado.
Não admite sombras nem fingimentos,
rusticidade nem renúncias.

Exige no entanto sacrifício e coragem,
compreensão e verdade,
VERDADE! acima de todas as coisas.

Com as pequenas coisas
do dia a dia cresce nossa amizade.
Desejo que sempre
seja assim.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

TEXTO 4 / VÍDEO - compartilhar

Compartilhar


Dividir com os outros o que é nosso? Veja que isso é possível ao ler a história abaixo. Fazer a diferença "NÃO CUSTA NADA".

O falatório. Os gritos. A briga. Aquilo foi a gota d’água para mim enquanto eu despejava meus problemas sobre minha mãe. "Como faço para que sejam amigos como nós quando éramos crianças?", supliquei. A resposta foi uma gargalhada. "Muito obrigada, mamãe", eu disse. "Lamento", ela abafou o riso, "mas nem sempre vocês eram amigos". Começou a explicar sobre a "Caixa de brinquedos malcriados".

Toda vez que brigávamos por causa de um brinquedo, ela calmamente o pegava e o colocava na caixa. Sim, lembro mesmo da caixa. Também lembro que nem sempre era justo porque uma pessoa podia ter causado a confusão toda. Mas minha mãe era coerente. Qualquer que fosse o motivo da briga, o brinquedo desaparecia na caixa por uma semana. Nada de perguntas, nenhuma chance de liberdade condicional.

Logo aprendemos que compartilhar um brinquedo era melhor do que perdê-lo. Quase sempre, um resolvia esperar um pouco até que mais ninguém estivesse com o brinquedo em vez de brigar e perdê-lo. Não era um sistema perfeito, mas experimentei mesmo assim. A caixa foi um choque para os meus filhos e ficou lotada em poucos dias.

Com o passar das semanas, notei que a caixa estava cada vez mais vazia e o bate-boca tinha diminuído. Hoje, mal acreditei no que ouvi quando meu filho disse à irmã: "Tudo bem, pode brincar com ele".

Qualquer coisa que temos dobra de valor quando temos a oportunidade de compartilhá-la com o próximo.

Jean-Nicolas Bouilly - 1763-1842 escritor, político.

(Texto publicado em http://www.umavidamelhor.org/)

TEXTO 3 / VÍDEO - solidariedade

Solidariedade   


Você pratica a solidariedade? Leia o texto abaixo e veja que "NÃO CUSTA NADA" fazer a diferença.

A casa era maravilhosa. Minha mulher e eu ficamos muito entusiasmados quando a encontramos. Depois de cinco anos vivendo em um pequeno apartamento, e com um bebê a caminho, era hora de finalmente ter uma casa com um quintal de verdade.

Passamos a manhã carregando o caminhão de mudança e fazendo a limpeza final do apartamento. Eu preferia encerrar o dia por ali, mas sabia que tínhamos apenas algumas horas para descarregar a mudança na nova casa e devolver o caminhão para evitar mais um dia de aluguel.

Estacionei o caminhão de ré e levei as primeiras caixas para dentro da casa. Eu não fazia a menor ideia de como conseguiria descarregar tudo antes das 5 da tarde. Ao passar pela porta para buscar a próxima carga de caixas, quase fui derrubado por uma cadeira em movimento. Segurando a cadeira estava uma adolescente desdobrando-se em desculpas: "Desculpe", disse ela, "não fiz de propósito. Vi sua mulher grávida lá fora e pensei que vocês pudessem precisar de ajuda".

Depois disso, percebi uma fila de caixas entrando na casa, todas carregadas por vizinhos sorridentes e que nem conhecia. Minha mulher começou a correr pela casa para organizar as coisas.

Eu mal carreguei outras quatro cargas, e em menos de meia hora o caminhão estava vazio. Sem dúvida, tínhamos encontrado a casa dos nossos sonhos e os amigos de nossas vidas.

A vida que influencio por bem ou por mal influenciará outra vida que, por sua vez, influenciará outra, e quem sabe onde a influência para ou em que paragens longínquas minha influência far-se-á sentir.

Frederick Buechner- 1926 - educador, escritor, teólogo.

(Texto publicado em http://www.umavidamelhor.org/)



TEXTO 2 / VÍDEO - honestidade

Honestidade


Honestidade? Ainda vale praticá-la? Lei a história abaixo e veja que "NÃO CUSTA NADA" fazer a diferença.

Eu sabia que alguma coisa estava errada porque ele sempre ficava mais alegre depois de encontrar os amigos, por isso o questionei. Tinham acabado de jogar uma partida de basquete e estavam pegando as bicicletas para ir para casa. Ao destravar a bicicleta, ela caiu e arranhou e amassou o carro que estava perto. A tristeza no rosto indicava que ele viera para casa sem contar nada a ninguém.

Perguntei-lhe se queria fazer compras comigo, e enquanto dirigíamos à loja juntos, expliquei a escolha que ele teria de fazer e as consequências de sua decisão. A caminho de casa, perguntei-lhe se queria parar no parque e ele, envergonhado, respondeu que não. Então você quer almoçar?

O restaurante não mudara nada desde que eu trabalhara lá, há tantos anos atrás. Reconheci a voz de Fred, meu antigo chefe, vinda da cozinha, e perguntei a uma das garçonetes se podia falar com ele. A princípio, ele não me reconheceu, mas depois, sim. Eu era um superstar na área de lavar pratos na época.
Devo-lhe um dinheiro, Fred. Comi muitos hambúrgueres enquanto lavava os pratos e nunca lhe paguei.

Fred pareceu surpreso e recusou o dinheiro, mas expressou sua gratidão e disse que era a primeira vez que alguém retornava depois de tantos anos para pagar uma dívida. Ao sair do restaurante, sorri quando meu filho disse: "Por que fez isso, pai?" A resposta foi simples: Estava cansado do sentimento de culpa toda vez que passava pelo restaurante. Nunca é tarde demais para corrigir um erro. Meu filho disse baixinho: Pai, podemos parar no parque a caminho de casa?

Todos nós precisamos saber o que significa ser honesto. Honestidade é muito mais do que não mentir. É falar a verdade, contar a verdade, viver a verdade e amar a verdade.

James E. Faust -1920-2007 clérigo

(Texto publicado em http://www.umavidamelhor.com/)